Em uma temporada marcada por desafios técnicos, a Aston Martin registrou um sinal positivo no GP do Japão. A equipe conseguiu completar uma corrida em 2026 pela primeira vez, com Fernando Alonso cruzando a linha de chegada em Suzuka. Embora longe de disputar posições relevantes, o fim de semana indicou que os engenheiros estão perto de resolver um dos principais problemas do time: as vibrações no carro AMR26.
Desde a pré-temporada, o veículo sofre com oscilações intensas que afetam não só o desempenho, mas também a condição física dos pilotos. Em corridas anteriores, Alonso relatou perda de sensibilidade nas mãos e nos pés, chegando a abandonar uma prova.
No Japão, a equipe testou soluções que reduziram significativamente o impacto das vibrações durante os treinos. Embora esses ajustes não tenham sido aplicados na corrida, os dados coletados animaram os engenheiros e internamente há a sensação de que a origem do problema foi identificada.
A percepção de Alonso reforça essa visão: mesmo sem mudanças no carro, o espanhol relatou que as vibrações estavam menos intensas em comparação às etapas anteriores. No entanto, o incômodo ainda persiste e os bastidores indicam que a solução pode passar por ajustes estruturais mais específicos.
O chefe de operações de pista da Aston Martin, Mike Krack, demonstrou confiança em resolver o problema no curto prazo. A meta é chegar ao GP de Miami no início de maio com as vibrações controladas a ponto de deixar de ser um fator limitante.