A Chevrolet está em ritmo acelerado com seu plano de lançar híbridos flex no mercado nacional, e a marca escolheu o Tracker como o primeiro modelo a levar essa tecnologia ao país. Produzido desde 2020 na fábrica de São Caetano do Sul (SP), o SUV recentemente passou por uma atualização visual, mas manteve sua linha de motores tradicional, com os blocos turbo 1.0 e 1.2 CSS Prime equipados com injeção direta. A empresa está preparando um segundo movimento e planeja apresentar o Sonic no início de maio. Ao contrário dos híbridos completos, a Chevrolet optou por um sistema híbrido-leve de 48V, semelhante ao utilizado pelo Jeep Renegade. Esse conjunto utiliza um pequeno motor elétrico para ajudar o propulsor a combustão em momentos específicos, como arrancadas, reduzindo consumo e emissões. No entanto, não é capaz de mover o carro sozinho devido à falta de força suficiente. Além disso, a Chevrolet não espera ganhos de potência com essa tecnologia. A estratégia da marca segue a mesma linha adotada por outros concorrentes e já ajustou o motor 1.0 turbo para atender às exigências do Programa Carro Sustentável. O Tracker se mantém dentro dos critérios para garantir IPI zerado, caso contrário teria que pagar uma alíquota de 6,3%. A Chevrolet também projeta ampliar sua ofensiva elétrica no Brasil com a chegada do Bingo S, um novo modelo desenvolvido em parceria com a chinesa Wuling. O veículo terá dimensões e proposta próximas de rivais como BYD Dolphin e Geely EX2.